Literatura Científica
Conteúdo resumido e comentado dos Artigos Científicos mais interessantes e recentes na área de Alimentação e Saúde
Fitoterápicos na Esteatose Hepática
De acordo com uma revisão sistemática e meta-análise de 123 ensaios clínicos randomizados envolvendo 8.595 adultos com doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica, certas ervas e produtos fitoterápicos incluindo folha de alcachofra, curcumina, chá verde, silimarina, linhaça e preparações selecionadas à base de alho foram associadas a reduções em triglicerídeos, colesterol (LDL-C), glicemia de jejum, IMC e resistência à insulina.
Para glicemia de jejum (63 estudos), uso de chá verde, alho e hesperidina com linhaça foi associado às maiores reduções. Para estudos de resistência à insulina (39), o sumagre foi associado à melhora mais substancial, seguido de chá verde e berberina com tocotrienóis e café verde.
Em relação aos desfechos secundários, o uso de folha de alcachofra e curcumina foi associado às maiores reduções nos níveis de colesterol total e LDL-C, chá verde e cardamomo verde elevaram modestamente os níveis de HDL-C, a chicória e o chá verde produziram as maiores reduções no IMC, e nenhuma intervenção fitoterápica reduziu significativamente os níveis de hemoglobina glicada.
05/09/2026


Dieta e Câncer
Um estudo internacional com quase 2 milhões de pessoas sugere que dietas sem carne podem ajudar a evitar vários tipos de câncer, mas também chegou a algumas conclusões inesperadas. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre estilo de vida e fatores médicos e foram seguidos por uma mediana de 16 anos.
Em comparação com os consumidores de carne, os vegetarianos mostraram riscos reduzidos para câncer de mama, próstata, rim, mieloma múltiplo e pâncreas. Os comedores de aves tiveram menor risco de câncer de próstata, os pescatarianos tiveram menores riscos de câncer colorretal, mama e renal.
Os vegetarianos apresentaram maior risco de carcinoma espinocelular do esôfago e os veganos apresentaram maior risco de câncer colorretal, os autores explicam esses resultados pela possível falta de vitamina B2 na dieta vegetariana e de cálcio na dieta vegana, esses nutrientes poderiam estar relacionados aos tipos de câncer encontrados.
Outro estudo, o Adventist Health Study, uma coorte de 95.863 adventistas do sétimo dia norte-americanos indicou um risco menor em vegetarianos para todos os tipos de câncer combinados, com evidência de menor risco de câncer de mama, colorretal, próstata, estômago e linfoproliferativos. O risco em alguns outros locais também pode diferir nos vegetarianos, mas o poder estatístico foi limitado.
31/08/2026
O consumo de café e a saúde gastrointestinal
Entre as principais condições gastrointestinais consideradas potencialmente causadas e/ou exacerbadas pelo consumo de café está a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
Um estudo de 2020 do Nurses’ Health Study II encontrou maior risco de sintomas de refluxo gastroesofágico entre os consumidores de café. Uma meta-análise também sugeriu alguns efeitos adversos, mas apenas em pequeno grau. Outra análise de 39 estudos e 121.625 pacientes, mostrou que os bebedores de café tinham um risco ligeiramente aumentado de DRGE.
Um novo estudo, sondou a relação do café e os cânceres gastrointestinais, sugeriu que a dieta de um indivíduo desempenha um papel importante. Já que o café entra em contato direto com o trato digestivo e é absorvido através dele, sendo influenciado pelo ambiente do trato gastrointestinal (propriedades físico-químicas e flora intestinal), bem como pela interação com outros alimentos e nutrientes, como leite, gorduras, etc.
Ao observar os perfis alimentares, quem seguia dietas ocidentais com gorduras sólidas, grãos refinados, queijo, adição de açúcar, carnes processadas, óleos vegetais, vegetais ricos em amido, outros vegetais, ovos e frutos do mar e consumia café regularmente mostrou um risco reduzido de câncer GI em comparação com quem não bebe café.
Porém, aqueles com dieta descrita como padrão vegetariano (dominado por frutas, vegetais laranja, vegetais verde-escuros, outros vegetais, ovos, grãos integrais e lácteos) e consumia café regularmente apresentava maior risco de câncer GI. Como a dieta vegetariana é fonte de pectina (frutas), a pesquisa mostrou que os polifenois do café podem formar complexos polifenol-pectina, que não têm capacidade de eliminar os radicais livres.
Coletivamente, as evidências sugerem que devemos considerar uma série de fatores individuais em pacientes com doenças gastrointestinais antes de aconselharmos a favor ou contra a ingestão de café.
29/08/2026


Microbiota Intestinal e Saúde da Coluna
O intestino pode influenciar a modulação imunológica e a inflamação sistêmica, afetar a produção de metabólitos e a reabsorção de nutrientes, também há algumas evidências de que a translocação de bactérias do intestino para a coluna vertebral pode afetar diretamente a saúde dos discos.
A inflamação e os fatores dietéticos afetam significativamente os problemas na coluna vertebral e a dor através do eixo intestino-cérebro-coluna, onde a dieta modula a composição da microbiota intestinal, que por sua vez regula as vias inflamatórias sistêmicas e locais que afetam os tecidos espinhais, isso contribui para a inflamação crônica de baixo grau, que pode:
- Sensibilizar as vias de dor na coluna vertebral
- Acelerar a degeneração dos discos
- Afetar negativamente a remodelação óssea
- Prejudicar a cicatrização e recuperação dos tecidos
Existem algumas evidências de que a suplementação probiótica com Lactobacillus e Bifidobacterium mostra-se promissora para a saúde da coluna vertebral e dos ossos, modulando a microbiota intestinal, reduzindo a inflamação, modulando respostas imunes e aumentando a absorção mineral. No entanto, as evidências são um tanto limitadas e são necessários estudos de maior qualidade.
Mas a suplementação com probióticos já tem inúmeros outros benefícios comprovados e pode ser considerada como coadjuvante no tratamento da coluna vertebral, juntamente com o aumento de fibras dietéticas, redução de ultraprocessados, carboidratos refinados e açúcares.
27/08/2026
Dietas Plant based e saúde
Houve uma mudança em nossa compreensão sobre os fatores de risco cardíaco e da sua relação com o microbioma. Existem algumas espécies de bactérias intestinais que, quando predominam, causam mais inflamação e estão relacionadas não apenas à doença coronariana, diabetes e obesidade, mas também à degeneração neurológica e muitas condições inflamatórias.
Na dieta baseada em plantas e alimentos integrais, um componente importante é a fibra que não é encontrada em produtos de origem animal. A fibra altera o microbioma e altera o risco de uma série de doenças, não apenas de doenças cardíacas.
Um dos maiores estudos, publicado em 2024, acompanhou mais de 200.000 pessoas ao longo de várias décadas e descobriu que os participantes que consumiram mais proteínas vegetais do que proteína animal tinham 19% menor risco para doença cardiovascular e risco até 27% menor para doença coronariana. Segundo os autores, o benefício dependia não apenas do que era adicionado à dieta, mas também do que era retirado dela.
Proteínas alternativas, desde congelados de leguminosas até hambúrgueres vegetais, prometem proteger tanto o planeta como o coração e tornaram-se símbolo de uma nova forma de comer, considerada mais sustentável e, em tese, mais saudável. Embora a substituição da carne por alternativas à base de plantas para reduzir o risco cardiovascular tenha ganhado ampla aceitação, evidências emergentes estão levantando questões sobre quando, como e para quem essas opções são verdadeiramente benéficas.
Um estudo realizado em Singapura em 2024, comparou alternativas de carne à base de plantas com produtos cárneos e não encontrou benefícios cardiometabólicos significativos. As alternativas à base de plantas tinham mais fibras e potássio, mas também mais sódio. Os investigadores concluíram que a qualidade nutricional é uma preocupação fundamental nesta categoria de produtos.
Um estudo de coorte britânico publicado no Lancet em 2024, descobriu que os alimentos vegetais que não eram ultraprocessados estavam associados a um menor risco cardiovascular, enquanto os alimentos vegetais ultraprocessados estavam associados a maior risco e mortalidade. Esta distinção desafia a suposição de que todas as dietas à base de plantas são saudáveis.
Outras fontes alternativas de proteínas também estão ganhando atenção, apesar das evidências limitadas. Como as micoproteínas derivadas de fungos, que mostraram efeitos promissores nos perfis lipídicos, particularmente reduzindo o colesterol LDL, possivelmente devido ao seu conteúdo estrutural de fibras. No entanto, os estudos existentes são limitados e de curta duração.
As algas marinhas também contêm compostos bioativos, antioxidantes e ácidos graxos ômega-3 com potenciais efeitos cardioprotetores. Algumas algas também são ricas em cálcio, sendo a única fonte vegetal livre de oxalatos. No entanto, a maioria das evidências foi derivada de estudos experimentais ou pré-clínicos, e persistem preocupações sobre o teor de iodo e potenciais contaminantes, dependendo da fonte.
24/08/2026


Suplementação de proteínas e creatina
Os suplementos de proteína nos dão uma alternativa prática para facilitar a recuperação muscular e o crescimento pós-treino e ajudam a preservar o tecido corporal magro em situações em que podemos não obter proteína suficiente de nossas refeições.
Ao contrário da proteína, que é um componente estrutural, desde músculos a hormônios, a creatina é um substrato energético. Essa fonte é usada para alimentar explosões rápidas de atividades físicas que exigem força e potência, como sprints e musculação. O corpo pode sintetizar cerca de 1 ou 2 g/dia de fontes alimentares, como carne e peixe, que dá aos músculos cerca de 60%-80% da creatina que eles armazenam.
Ainda assim, para a maioria dos pacientes, os suplementos de proteína e creatina têm poucos benefícios fora do contexto do treinamento de força.
Um interesse pela creatina para a saúde do cérebro surgiu do conhecimento de que a deficiência ou disfunção da creatina pode afetar adversamente a cognição.
Autores de uma revisão observaram que a suplementação de creatina pode ajudar a melhorar o humor, a cognição e o sono em adultos saudáveis. As melhorias observadas foram geralmente mais notáveis entre as mulheres.
Mas as evidências ainda não são sólidas em relação aos potenciais benefícios dos suplementos de creatina para indivíduos saudáveis ou para pessoas com demência. E embora a creatina pareça segura quando usada como suplemento para exercícios e construção muscular, as preocupações de segurança não foram totalmente descartadas.
Em geral, os valores recomendados são:
- Meta proteica: 1,2-1,6 g/kg/d; creatina: 3-5 g/d é eficaz para a maioria.
- Os usuários de GLP-1 podem precisar de 1-1,2 g/kg/d de proteína, além de treinamento de resistência para preservação muscular.
- 20 g de proteína por refeição para um adulto mais jovem, 30 g para um adulto mais velho, e 40 g deve envolver ao máximo a síntese de proteínas para quase qualquer pessoa.
- Que a fonte de proteínas contenha 2-3 g de leucina. Os adultos mais velhos que têm alguma resistência à leucina devem ter como objetivo 0,4 g/kg por refeição.
20/08/2026
Ingestão de nutrientes durante o uso de agonistas do receptor de GLP-1
Um estudo foi realizado em uma amostra de participantes que usavam agonistas do receptor de GLP-1 há pelo menos um mês e responderam a questionários e preencheram um registro alimentar de 3 dias.
Em comparação com os valores de referência das DRIs, os participantes consumiram quantidades adequadas de vitaminas B, cobre, fósforo, selênio e zinco.
Os participantes tiveram ingestão insuficiente de vários nutrientes essenciais abaixo das DRIs, incluindo: fibras, cálcio, ferro, magnésio, potássio, colina, vitamina A, vitamina C, vitamina D, vitamina E.
O grupo também não atendeu às porções MyPlate recomendadas diariamente para frutas, vegetais, grãos ou laticínios (p < 0,01). A ingestão de proteínas (% calorias totais) estava dentro da recomendação, no entanto, com base em g/kg/dia, a ingestão de proteínas estava significativamente abaixo das necessidades diárias.
Uma orientação nutricional centrada no paciente é essencial para otimizar os resultados e prevenir consequências não intencionais para a saúde.
14/08/2026


Três estudos importantes vinculam a dieta saudável na meia-idade ao menor risco de declínio cognitivo
Três coortes acompanharam por anos profissionais de saúde dos EUA que foram avaliados continuamente com questionários dietéticos e cognitivos. Indivíduos com maior adesão a padrões alimentares saudáveis, particularmente as Abordagens Dietéticas para Hipertensão (Dieta DASH), apresentaram risco significativamente menor de declínio cognitivo e melhor desempenho objetivo em teste cognitivo.
A dieta foi avaliada a cada 4 anos por meio de questionários validados de frequência alimentar, para seis padrões alimentares: o Alternate Healthy Eating, a dieta DASH, Dieta Baseada em Plantas Saudáveis, Dieta de Saúde Planetária, e dois padrões baseados em dados que refletem menor hiperinsulinemia e menor potencial inflamatório.
Em todos os seis padrões alimentares saudáveis, uma maior adesão foi associada a um menor risco de declínio cognitivo global, a dieta DASH apresentou magnitude de efeito mais forte.
10/08/2026
Café da manhã pode alterar o apetite e a saúde intestinal
Um estudo encontrou diferentes resultados para um café da manhã rico em proteínas promovendo redução no apetite, já um café rico em fibras, pode melhorar a saúde intestinal: ambos podem promover perda de peso e benefícios metabólicos.
Os resultados indicaram que apesar de haver uma ingestão energética reduzida de ambas as refeições o café rico em proteínas foi mais capaz de manter a saciedade, enquanto a refeição rica em fibras resultou em menor saciedade pós-prandial.
Fatores como o momento da ingestão de proteínas, bem como o tipo de proteína, podem influenciar diferencialmente o controle do apetite. A fibra induz a saciedade por aumentar a viscosidade e o inchaço no intestino, estes efeitos fisiológicos contribuem para a sensação de plenitude após uma refeição.
Em outro estudo, foi realizada a comparação entre a quantidade das refeições, entre uma dieta com maior ingestão de energia pela manhã versus uma dieta com maior ingestão à noite.
Ambas as dietas produziram perda de peso semelhante, sem diferenças no metabolismo energético. A ingestão energética maior pela manhã resultou em menor apetite subjetivo diário e fome.
29/07/2026


Probióticos: quando ajudam e quando atrapalham
Os benefícios à saúde dos probióticos já estão bem documentados para algumas indicações, enquanto as evidências para outros usos permanecem inconsistentes. Além disso, eles podem oferecer alguns riscos para pacientes vulneráveis.
Na prevenção de diarreia associada ao uso de antibióticos, muitos estudos (meta-análises) mostram bons resultados, eles variam segundo o medicamento usado e o tipo de probiótico. Já em gastroenterite aguda em crianças, meta-análises indicam que certos probióticos podem encurtar a duração da doença e, às vezes, reduzir a frequência das fezes.
Meta-análises mostraram melhorias na doença hepática crônica e em vaginose bacteriana como complemento à antibioticoterapia, reduzindo as taxas de recorrência.
A American Gastroenterological Association chegou à conclusão para vários distúrbios gastrointestinais: as evidências são insuficientes ou inconsistentes para muitas indicações, incluindo a síndrome do intestino irritável.
Fatores de risco incluem grave imunossupressão, cateteres venosos centrais, doença subjacente grave ou danos significativos na mucosa. Nestas condições, o que parece ser um suplemento inofensivo pode tornar-se perigoso.
Para S. boulardii, revisões sistemáticas têm fungemia documentada, particularmente em ambientes de cuidados intensivos. Infecções bacterianas da corrente sanguínea causada por cepas probióticas, como Lactobacillus também foram relatadas. Estas são raras, mas ocorrem com mais frequência em pacientes com comorbidades graves ou imunossupressão significativa. Em pacientes com pancreatite aguda, o tratamento probiótico não reduziu as complicações infecciosas e foi associado ao aumento da mortalidade.
Os probióticos são um componente terapêutico sensato em indicações selecionadas, mas apenas quando escolhidos com atenção à cepa e indicação. O erro mais comum é usar probióticos sob a suposição de que eles são simplesmente “bons para o intestino” sem uma avaliação benefício-risco estruturada.
21/07/2026
Benefícios cardiometabólicos de dormir em jejum
O jejum noturno, iniciado três horas antes de dormir, levou a melhoras significativas em medidas cardiometabólicas, incluindo pressão arterial noturna, queda na frequência cardíaca e regulação da glicose, segundo resultados de um pequeno, mas promissor, estudo.
Os achados destacaram que “não é apenas quanto e o que se come, mas também quando se come, em relação ao sono, que influencia os benefícios fisiológicos da alimentação com restrição de horário”, afirmou a autora principal.
O consumo de alimentos no fim do dia, sobretudo próximo ao horário de dormir, está associado a diversos efeitos adversos à saúde, como ganho de peso, resistência à insulina e piora da regulação glicêmica. Por outro lado, o jejum noturno e a alimentação com restrição de horário têm benefícios reconhecidos para a saúde cardiometabólica.
19/07/2026


Para Perda de peso após a Menopausa, a chave é a fonte proteica
O controle de peso pós-menopausa pode ser difícil de navegar, mas de acordo com um novo estudo, a redução na ingestão de proteína animal e o aumento na ingestão de proteína vegetal estavam associados ao aumento da perda de peso em mulheres após a menopausa.
“As mulheres não precisam necessariamente aumentar a ingestão total de proteínas. Em vez disso, substituir a proteína animal por proteína vegetal de alimentos como feijão, lentilha, soja e grãos integrais pode ajudar a conseguir um peso corporal saudável, ao mesmo tempo que proporciona benefícios cardiometabólicos adicionais.” disse o autor.
A composição de aminoácidos também pode influenciar os resultados metabólicos, a restrição de leucina, histidina, e a metionina (aminoácidos encontrados em proteínas animais) correlacionou-se com melhorias na composição corporal.
No estudo, cada deslocamento de 16,2 g a menos de proteína animal e 12,7 g a mais de proteína vegetal por dia foi associado a 1 kg de perda de peso.
As explicações potenciais por trás dos efeitos benéficos incluem a menor densidade energética e o maior teor de fibras dos alimentos proteicos vegetais, que podem promover saciedade, bem como diferenças na composição de aminoácidos.
11/07/2026
O que sua pele pode dizer sobre a sua Nutrição
Pele seca, áspera ou escamosa
Pode estar associada à menor ingestão de ácidos graxos essenciais, vitamina A ou zinco. Esses nutrientes ajudam a manter a barreira da pele e apoiam a renovação celular. Alimentos de apoio: laranjas e amarelos, como batata-doce e cenoura, para obter beta-caroteno, junto com alimentos ricos em ômega 3, como castanhas, chia, sementes de linhaça e peixes gordurosos. Sementes de abóbora e leguminosas podem ajudar a fornecer zinco.
Rachaduras nos cantos da boca
Esses sinais podem estar associados a insuficiência de vitaminas B2, B6 e B12. Esses nutrientes estão envolvidos na energia celular e na reparação dos tecidos.
Alimentos de apoio: folhas verde escuro, banana, ovos, lácteos, leguminosas e grãos integrais oferecem um espectro de vitaminas B.
Pele pálida ou olheiras
Pode sugerir baixo nível de ferro ou ingestão insuficiente de proteínas, ambos importantes para o transporte de oxigênio e integridade dos tecidos.
Alimentos de apoio: opções ricas em ferro incluem lentilhas, espinafre, carnes e sementes de abóbora. Combiná-los com alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas ou pimentões, pode aumentar a absorção.
Contusões fáceis ou reparação mais lenta da pele
Isso pode estar relacionado a um baixo nível de vitamina C ou vitamina K, que desempenham um papel na formação de colágeno e na integridade vascular.
Alimentos de apoio: frutas de cores vivas, como frutas vermelhas, kiwi e frutas cítricas, fornecem vitamina C, enquanto folhas verdes como couve e rúcula oferecem vitamina K.
Erupções ou pele congestionada
Pode refletir uma combinação de fatores, incluindo equilíbrio glicêmico, inflamação e possivelmente insuficiência de zinco, vitamina A, selênio ou ômega 3.
Alimentos de apoio: vegetais ricos em fibras, coloridos e gorduras saudáveis. Reduzir o excesso de açúcares refinados e incorporar alimentos como abacate, sementes de chia e folhas verdes pode ajudar a manter o equilíbrio.
02/07/2026

Propriedades do óleo de coco
O óleo de coco tem uma longa história de uso da medicina tradicional na China e na Índia e na preparação de alimentos. É composto principalmente de ácidos graxos saturados, incluindo ácido cáprico (7%), caprílico (8%), gálico, láurico (49%), linoleico (2%), mirístico (18%), oleico (6%), palmítico (8%), esteárico (2%) e ácidos fenólicos, bem como triglicerídeos de cadeia média, polifenóis, ferro, e vitaminas E e K.
É conhecido por ser anticancerígeno, antidiabético,antiinflamatório, antimicrobiano, e por sua atividade antioxidante, hipocolesterolêmica e hidratante da pele.
O monoglicerídeo monolaurina, derivado do ácido láurico, tem notáveis efeitos antibacterianos contra Propionibacterium acnes, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Proteus vulgaris, e Bacillus subtilis.
Um estudo realizado por Meliala e colegas mostrou que o óleo de coco virgem e óleo de coco virgem hidrolisado melhoraram as expressões proteicas MMP-9, PDGF-BB e TGF-beta-1, sugerindo sua atividade em cicatrização feridas. Eles notaram que a versão hidrolisada era mais ativa.
Foi relatado que o óleo de coco virgem fornece efeitos emolientes e condicionadores de cabelo, contribui também para o tratamento de queda cabelo por sua atividade antioxidante, antiinflamatória, antimicrobiana e imunomoduladora.
Em outro estudo, Kim e colegas mostraram os efeitos do extrato de coco cultivado na pele humana exposta à radiação ultravioleta B. Amostras de pele tratadas com o extrato evidenciaram expressão elevada de componentes que auxiliam no fornecimento de proteção à pele. A expressão do marcador inflamatório também foi diminuída e a expressão de colágeno e hialuronano sintase-3 aumentou no grupo tratado. Os autores concluíram que o extrato de coco cultivado melhorou as funções de barreira do estrato córneo e proporcionou atividade antiinflamatória — papéis que atribuíram aos abundantes polifenóis e ácidos graxos encontrados no coco.
Artigo no link>> 20/06/2026


Crononutrição:
Componentes de alimentos com efeitos positivos nos ciclos circadianos
A importância do relógio circadiano na manutenção da saúde humana é agora amplamente reconhecida. Relógios desregulados podem ser uma causa comum de doenças relacionadas à idade e síndrome metabólica. A melatonina e os glicocorticóides (das glândulas suprarenais) são dois exemplos da manifestação do relógio circadiano.
Embora esses relógios possam ser aprimorados e estabilizados por estratégias não invasivas, como fototerapia, dieta restrita e exercícios, compostos sintéticos e naturais são futuros candidatos na medicina circadiana, para ajudar a melhorar os processos regulados pelo relógio e tratar doenças de desalinhamento do relógio. Foi relatado que muitos compostos fitoquímicos, como flavonóides, alcalóides, polifenóis e melatonina, têm um efeito regulador na expressão de genes ligados ao relógio circadiano.
Entre eles destacam-se: a quercetina (da cebola, maçã e uvas) exerce seus efeitos pela via GABAérgica responsável pelo sono e melhora da dor. A principal catequina (EGCG) encontrada no chá verde, pareceu regular as vias de sinalização celular no sistema nervoso central que estão ligadas aos ritmos diurnos, o efeito regulador da EGCG comprovou-se nos distúrbios metabólicos do relógio circadiano resultantes de uma dieta rica em gordura/alto teor de frutose, e observou-se que a administração de EGCG melhorou o declínio dependente da dieta na função circadiana.
As proantocianidinas (do cacau, uvas, cranberry) têm um efeito regulador no metabolismo da glicose e dos lipídios no fígado, ajustando o ritmo circadiano. A luteolina, um composto conhecido por ter capacidade neuroprotetora, também tem a capacidade de promover o sono, ela se acumula na casca de frutas cítricas, é usada para acalmar e no tratamento da indigestão através da promoção da motilidade gastrointestinal, também atua através da modulação dos relógios circadianos com aumento de atividade ao amanhecer e ao anoitecer, ativa genes metabólicos controlados pelo relógio que estão envolvidos na sinalização da insulina e na função mitocondrial.
Artigo no link >> 08/06/2026
Probiótico encontrado no kimchi ajuda na eliminação de nanoplásticos
Os nanoplásticos (NPs) são cada vez mais prevalentes e representam riscos potenciais para a saúde. A bactéria derivada de alimentos Leuconostoc mesenteroides CBA3656 exibiu alta eficiência de biossorção de NPs. Sob fluido intestinal simulado e também em estudos in vivo as experiências demonstraram uma excreção fecal significativamente melhorada de NPs.
Artigo original (link) >> 05/06/2026

Estratégias Nutricionais na Síndrome do Intestino Irritável
O padrão alimentar ocidental — muitos aditivos em alimentos altamente processados e uma elevada percentagem de gorduras saturadas parece
desempenhar um papel importante no desenvolvimento
de doenças inflamatórias intestinais (DII).
Suspeita-se que os aditivos influenciam o microbioma, promovem a disbiose
e podem afetar a função de barreira. Como os emulsificantes, que mostraram
aumentar a permeabilidade intestinal.
Para prevenção, a "Diretriz S3 Nutrição Clínica em DII (link)” da Sociedade Alemã de Medicina Nutricional recomenda uma
dieta rica em vegetais, em ácidos graxos ômega‑3 e pobre em ácidos graxos ômega‑6, o que está associado a um menor risco de desenvolver DII.
A diretriz aponta que a desnutrição ocorre frequentemente, especialmente deficiência de proteínas e anemia causada por deficiências de ferro e folato, mas também de vitamina B12.
A dieta com baixo teor de FODMAP reduz a dor abdominal, o inchaço e a diarreia, pode ser considerada apenas a curto prazo,
já que é restritiva e pode piorar a desnutrição.
A dieta mediterrânea é adequada para manter a remissão metade da ingestão diária deve vir mais de vegetais do que frutas,
um quarto de alimentos ricos em proteínas e o quarto restante de carboidratos, de preferência grãos integrais.
04/06/2026

Nem todas as fibras são iguais
As fibras, encontradas principalmente em frutas, vegetais e grãos, foram associadas a menores riscos de doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, hipertensão, obesidade, diabetes e até câncer de cólon, gástrico e de mama.
No entanto, nem todas as fibras são iguais. Dependendo da sua composição, diferentes tipos de fibras conferem benefícios distintos à saúde e influenciam a microbiota intestinal de diferentes maneiras.
Fibras solúveis - saúde cardiovascular: farelo de aveia, castanhas, sementes, feijões, frutas cítricas, psyllium, cevada, ervilha, metilcelulose
Fibras insolúveis - saúde digestiva: farelo de trigo, grãos integrais, aipo, couve, uvas, tomates, batatas, cascas de frutas
Artigo original (link) >> 04/06/2026
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35798020/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21736808/
https://www.frontiersin.org/journals/immunology/articles/10.3389/fimmu.2026.1913480/full
https://www.medscape.com/viewarticle/among-women-taking-enough-calcium-protein-matters-more-2026a1000oy1?
https://www.medscape.com/viewarticle/food-allergy-or-intolerance-key-clues-clinicians-2026a1000u0n
https://www.medscape.com/viewarticle/time-restricted-eating-helps-sustain-weight-loss-2026a1000v81
https://www.medscape.com/viewarticle/diet-plan-seeks-create-portfolio-healthy-options-2026a1000460
https://portugues.medscape.com/viewarticle/lipedema-ganha-primeira-defini%C3%A7%C3%A3o-global-baseada-2026a100044z?ecd=a2a
https://www.medscape.org/viewarticle/medscape-now-precision-psychobiotics-tailoring-prebiotics-2026a1000pwa?
https://www.medscape.org/viewarticle/medscape-now-galacto-oligosaccharides-and-gut-brain-axis-2026a1000ptm?
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